Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Assuntos do momento

Comentando rapidamente assuntos em voga:

*Decisão do STF da não-obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.
Sou a favor.
Não quero me prolongar primeiramente porque JÁ DEU, depois porque meu tio fez um post excelente sobre isso, em que eu assino embaixo, e o meu comentário lá é suficiente.

Próximo.

*Eu trabalhando de novo
Pois é, voltei a ser uma trabalhadora brasileira. Em setembro vou ter contrato. A grana nem dá pra sustentar família. Não que eu queira família... Whatever.

Próximo.

*Filhasdasputagens do José Sarney
Não vale "2 reau", isso a gente sempre soube.

Próximo.

*Morte do Michael Jackson
Puta astro da música pop, você gostando ou não. Puta dançarino incrível, você gostando ou não. Mudou a música do século XX, foi uma personalidade mega polêmica. Vai fazer falta. E coitados dos filhos, que nunca viram e nem verão o pai se apresentando.

Próximo.

*Crepúsculo (Amanhecer, na real)
Assunto em voga porque finalmente saiu o livro em português. Tô no 2º livro ainda, o Lua Nova. Nada comparável a Harry Potter sob nenhum aspecto. Mas é legalzinho.

Próximo.

*Selton Mello
Tem como ser MENOS maravilhoso, por favor? O meu chuchu mais chuchuzento do cinema brasileiro está em nada menos do que TRÊS produções simultâneas no cinema: Mulher Invisível, que é interminável e meio sem graça - culpo Vladimir Brichta pela preguicinha que esse filme me provocou; Jean Charles - sim, a história do brasileiro morto em Londres, confundido com terroristas - que me dá a maioooor preguiça, mas depois dessa crítica do Sérgio Rizzo na Folha, especialmente desse teco de frase: "a interpretação forte, absolutamente mercurial, de Selton Mello." - resolvi assistir. Aí ainda tem outro filme, que chama A Erva do Rato e tem também Alessandra Negrini no elenco. Enfim. Maravilhoso.

Próximo.

*Festas juninas
Adoro. Quadrilhavinhoquentequentãopipocamilhoverdepaçocapédemolequepescariabocadopalhaço.

Próximo.
Próximo?
O que mais tá acontecendo no mundo? Ai não, Irã não, gente. Eu sei que eu tô verde no twitter, mas tô com preguiça de falar disso.

#ouvindo Save You, Pearl Jam

Ai gente.
Beijo.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

sentindo falta

às vezes eu acordo e sinto falta sabe... acordo sentindo falta dos meus amigos burgueses que sabem que "um nasce pra sofrer, enquanto o outro ri"... e sabem que nasceram pra rir... dividem o mesmo conceito de "aproveitar a vida" que eu... realização e paz... caráter é bem... verdade é o único meio...
acordo cedo pela manhã e sei que assim eles não o fazem... acordo cedo pela manhã e sinto a sua falta... dos meus amigos burgueses que nasceram pra rir e o melhor: gostam de rir... gostam do que fazem e não apenas procuram fazer o que gostam... que não criaram uma consciência adulta da vida... "adulto", que pode ser visto como um adjetivo depreciativo... amigos burgueses que mantém a inocência libertadora da adolescência, as visões que facilitam qualquer desafio, que me acalmam em qualquer tormenta, que sabem manter a distância e sabem quebrar as barreiras naturais do ser humano... que alcaçam todo dia um amadurecer eterno, um ponto que sabem fazer parte de uma linha, um renascer toda manhã, um adormecer todas as noites...
os amigos burgueses que me fazem pensar se o problema é comigo ou se os outros é que têm problemas... e o simples fato de considerar que talvez o problema seja com "eles" já responde à questão...
sinto falta deles, delas, com quem eu riria de qualquer forma, em qualquer situação, amigos com quem vou às nuvens num entardecer de domingo, aquele mesmo domingo que às vezes acordo sentido essa falta que demora pra ir embora...
sinto alguma falta dos meus amigos burgueses pra dividir meus muitos sonhos, pra não sentir medo do sistema, pra debochar como se não houvesse amanhã, pra debochar como se não houvessem essas manhãs, em que sinto falta dos meus amigos burgueses...



agora façam um favor e vão pro .txt da ana que esse aqui foi um produto do acaso...

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

♪ I believe I can fly, I believe I can touch the sky ♪

Estamos diante de uma nova tragédia aérea. A imprensa está eufórica, nada a instiga mais do que um acidente de avião cheio de vítimas importantes. Por que quem se importa com milhões de vítimas de Aids na África, não é mesmo? Mas nem vou entrar nesse mérito.
O jornalismo sensacionalista vibra com os números de mortos, relata as história de cada uma das vítimas - o príncipe, as famílias em férias, estudantes, grandes executivos... E, lógico, relembra as grandes tragédias já ocorridas. Mais importante ainda: quer ser aquele que vai descobrir o porquê da tragédia. Leva à tevê e aos rádios os mais diversos especialistas, físicos, meteorologistas, pilotos, especialistas em segurança, vítimas de outros acidentes, de tudo um pouco.

O fato é que a cada tragédia aérea o cidadão médio incorpora um novo conhecimento aeronáutico. Já aprendemos sobre:

* flaps, instrumentos nas asas que auxiliam na sustentação do avião no ar. No Fokker-100 da TAM, vôo 402 com destino ao Rio de Janeiro, em 1996, os flaps das asas do avião falharam durante a decolagem, e o avião caiu 10 segundos depois no meio do bairro que cerca o aeroporto de Congonhas. 99 pessoas morreram.

* radares, controladores aéreos, que deveriam ter previsto a colisão entre o jatinho legacy e o Boeing da GOL, vôo 1907, que ia de Manaus a Brasília em 2006. O radar do Legacy estava desligado, e os controladores aéreos que operam em Brasília não conseguiam fiscalizar a área em que os aviões se encontravam; a área era uma espécie de "buraco negro". O jatinho saiu praticamente intacto da colisão, mas o Boeing se despedaçou em pleno ar, dizem os especialistas que as 154 pessoas que estavam no vôo morreram durante a colisão, em segundos, tamanho o impacto.

* reversor, que é um instrumento importante que auxilia na desaceleração da aeronave. Um dos reversores do vôo 3054 em 2007 não funcionou. Também falou-se muito na época a respeito dos grooves, que são ranhuras no chão da pista, cuja presença em Congonhas poderia ter auxiliado o Boeing da TAM, vôo 3054 vindo de Porto Alegre, a frear, evitando aquela desgraça toda que tirou 199 vidas.

Agora, com esse novo acidente do Airbus da Air France, vôo 447 que saiu do Rio com destino à Paris com 228 pessoas a bordo, estamos aprendendo principalmente sobre fenômenos meteorológicos. Zona de Covergência Intertropical, uma região próxima à linha do equador com constante mau tempo; que certos raios tem tamanha energia que podem ser comparados à bombas; que aviões estão preparados para mau tempo, que a fuselagem dos aviões são condutores elétricos, os raios passam por toda a fuselagem e saem por algum dos extremos do avião - ficou confuso, né? - mas veja esse vídeo impressionante (38' é quando aparece) que você vai entender exatamente o que estou querendo dizer.
Particularmente, com a minha vasta experiência em vôos aéreos como passageira, acho difícil que um raio ou o mau tempo sejam os responsáveis pela queda do avião. Isso NUNCA aconteceu. Além disso, outras dezenas de aviões passaram pela mesma área em que o avião se acidentou na noite de domingo. Pode ser que algum aparelho do avião não estivesse muito bom, e o mau tempo tivesse danificado de vez, mas sei lá. Quem sou eu pra falar isso? Mas depois desse vídeo do raio aí em cima, acho ainda menos provável que o mau tempo seja o responsável pelo acidente. Alguns especialistas já dizem até em atentado terrorista. É absurdo, mas é tão plausível até agora quanto qualquer outra possibilidade. O problema é que o avião caiu no meio do Oceano Atlântico, em regiões cuja profundidade do mar chega a 6 mil metros. Ou seja: a caixa preta vai ficar para a História, assim como os corpos e as evidências.

Ok, tem havido até que bastante acidente aéreo ultimamente. Mas não tem porque temer entrar num avião. É um medo absurdo, esse. É lógico que incomoda saber que você não pode fugir pra lugar nenhum, se alguma coisa acontecer a chance de sobrevivência é pequena, ao contrário do que acontece num acidente automobilístico.
Eu já estive em 2 acidentes de carro. Em 1 como agente passiva, digamos, só observei a desgraceira toda, 4 carros batendo em efeito dominó na Rodovia Carvalho Pinto, em São Paulo, o meu carro era o 5º, e só escapamos da colisão por termos feito a curva bem fechada), no outro batemos a uns 60 Km/h num muro de cemitério (yeh, baby!) e eu bati a cabeça meio de leve no teto, no dia seguinte tinha uns roxos no meu corpo, mas tudo ok. Os outros 2 ocupantes também ficaram com um roxo ou outro. Dificilmente eu sobreviveria a 2 acidentes de avião.

Viajo desde pequena. Meu avô trabalhou na KLM e na Vasp por décadas, meu pai é doente por aviação e viagens. Sempre estive em aviões. Conheço o Brasil todo, partes da Europa, África do Sul, Canadá, boa parte da América Latina... Tudo by plane, lógico.
Não tenho noção de quantas vezes já voei de avião, mas certamente foram bem mais de 100.
A única situação que me subiu a adrenalina foi numa viagem em 2005 à Santiago., no Chile . Cruzar a Cordilheira dos Andes, com seus 4 a 5 mil metros de altitude, é uma sensação magnífica, um quadro belíssimo, mas rolam uns ventos absurdos. Pegamos uma turbulência feia, me sentia numa montanha russa, até com aquele frio no estômago típico quando era nítida a perda de muitos metros de altitude. Me deu uma vontade louca de rir, porque muita gente no avião gritava. Durou uns 15 minutos. Meu pai diz que foi a pior turbulência que ele já pegou, e olha que ele já vôou, viu. E como.

[Nossa, como sou prolixa]

O que estou tentando dizer é que avião É seguro. Acontecem tragédias de quando em quando, ok, mas e acidentes de carro? Calma, pára tudo, fui googlear a estatística de acidentes de carro e deu isso aqui do Yahoo Respostas: Se avião é seguro porque cai sempre? Oi? SEMPRE cai? Isso que me irrita, essa ignorância horripilante da população. Sabem quantos vôos pousam e decolam DIARIAMENTE do Aeroporto de Guarulhos? 475, quase 20 aviões por hora pousam ou decolam daquele aeroporto! A Fonte é da Infraero, se quiser checar. 475 por dia, a gente multiplica por 365 dias por ano (Aeroportos nunca fecham. Cheguei de Bariloche uma vez às 0h05 do dia 1º de janeiro) e temos quase 180 mil vôos por ano! E aí vem um BABACA dizer que avião sempre cai? Gente assim nem merece conhecer outras culturas. É o tipo de gente que tem despreza o diferente. Tem que viver sua vidinha ordinária em um lugar só, descer pra praia de vez em quando e acabou. Esse tipo de gente está condenada à mesmísse e à ignorância.

Enquanto isso, morrer num acidente de carro responde por 4% dos óbitos no Brasil, conforme consta neste artigo do Ministério das Cidades. Carros matam mais do que guerras.

Para pilotar um avião, é necessário diploma e muitas horas voadas. Para ter carta de motorista, é só pagar R$ 400,00 e tá pronto. Pensem nisso.

Termino com esse parágrafo interessante de uma notícia publicada na Folha Online em 2000:

A frequência de acidentes fatais em jatos comerciais é de cerca de uma em cada 1,4 bilhão de milhas voadas. As chances de se envolver em um acidente de avião em que haja muitas mortes é de cerca de uma em três milhões. Por outro lado, cerca de 400 mil pessoas são mortas anualmente no mundo em acidentes em estradas. O número de feridos neste caso é de 12 milhões.

Agora vamos aproveitar que o dólar tá a R$ 1,94 e vamos viajar, vamos fazer a roda da economia mundial girar através do turismo.

Ah, voar de avião é prático, mas não é a coisa mais agradável do mundo. As poltronas são desconfortáveis, a despressurização deixa o ouvido sensível, a comida raramente vai além da barrinha de cereal (em vôos curtos, lógico). Dicas: para evitar a dor no ouvido, engula saliva com força e certa frequência. Leve algum petisco. Nunca se sabe o que vão servir no avião. Garrafa de água para não secar a boca também é importante. Um agasalho a bordo, sempre! O ar condicionado sempre surpreende. E uma boa leitura faz milagres. Sempre engolindo saliva, gente.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

acordei um pesadelo

hoje tive um pesadelo, o que é coisa rara... considerar o sonho um pesadelo é uma coisa rara pra mim, na maioriiiiia da vezes me divirto com o que sonho, independente do que for, sempre acho uma coisa legal e engraçada pra rir... geralmente estou nalguma fase de jogo, sendo perseguida, passeando por planetas nada convencionais, encontrando a dona morte (sim, com capuz e tudo), reencontrando gente das antigas ou gente que nunca conheci, gente famosa, aprontando em festas super esquisitas, entre outros... mas seja qual for a situação, sempre estou me divertindo...

nem me lembro a última vez que considerei um sonho um pesadelo...

hoje tive dois sonhos... o primeiro (até 4:30) não foi divertido, ou melhor, a sensação que me acordou não foi divertida...
foi bastante monótono, em tons de cinza, personagens principais: eu, minha irmã e minha mãe... resumindo bastante: eu e minha irmã iriamos fugir de casa quando meus pais fossem sair de férias (pela primeira vez em anos) para o Havaí... íam passar quatro dias, eu e mana fugiríamos no primeiro dia de viagem, já tinhamos arrumado a mala e tudo o mais... não podíamos nos despedir pra não dar bandeira, então no caminho do aeroporto fomos nos despedindo mentalmente, meu pai já estava lá...

acordei...

fiquei enjoada... um turbilhão de idéias veio à minha mente...

sabe, acho que não conheço nenhum idoso/idosa que não tenha família... o que acontece com essas pessoas?
primeiro eu pensava que as pessoas tinham filhos pra nutrir seus complexos de deus sabe... "ah se fosse meu filho seria assim assim e assado"... daí então pensei que talvez pudesse ser simplesmente parte do processo natural das coisas: nasce, cresce, se reproduz, envelhece e morre... ou por medo da própria morte... daí acordei hoje desse sonho... com a boca esquisita, enjoada...
as pessoas criam família por medo da velhice... já tinha ouvido falar que essa é a chave da imortalidade: passar seu gene pra frente... mas não é exatamente só isso... tem a ver com o medo desse futuro frágil que nos aguarda... quando estivermos velhinhos e cansados, doentes e até machucados, quem sabe, quem vai cuidar de nós?
nós, da geração pós-multi-mistura, que aumentou horrores os níveis de sobrevivência das crianças e criou um inchaço na piâmide etária brasileira, justamente na qual cresci, somos parte desse excesso... nós nos formamos e conseguimos diplomas, praticamente obrigatórios, pra depois ser subempregados, justamente por causa desse inchaço descontrolado... hoje, os que tem entre 20 e 30 anos, farão parte de uma população idosa enorme! aposentadoria adiós, como já sabemos, e quem vai ter paciência pra cuidar da gente? quem tem saco ou grana? daí que mais uma vez percebi como é mancada matar alguém e como pode ser frágil um plano, vc vai lá e tem um filhote, pensando "po, belezera, agora tem alguém pra me amar até o fim da minha vida" e daí seu filhote pega e se revolta e nunca mais da as caras? ou então chega um idiota e pá, acaba com a vida do seu filho?

daí fiquei nessa linha idiota de pensamento, extremamente icomodada rolando na cama (juntando isso à minha dor fodida de LER no braço direito, aumentando meu medo d ser uma velhinha com dores, dependente de alguma alma caridosa)... troquei de travesseiro, deitei e olhei pro relógio: 4:59, hora de ter um sonho bom...

segundo sonho... uma casa de campo super afastada, uma família buscando um dos filhos: desaparecido.
Apareço pra ajudar a procurar, o encontro no primeiro lugar que imaginei, no único lugar que não procuraram: no seu próprio quarto... debaixo da cama tinha uma cama menor, debaixo dessa cama menor estava o garoto, totalmente possuído escrevendo coisas malucas num papel... se eu ver o papel novamente saberei exatamente o que era... 84, o desenho sempre se resumia no número 84...
Fui pra fora e olhei o céu, o sol se punha, mas o céu estava esbranquiçado, olhei pra dentro e o menino (uns 17 anos) ainda rabiscava loucamente o papel, percebi que eram coordenadas, alguém estava chegando... olhei pro céu novamente, nuvens em forma de triangulos iam aparecendo por trás das árvores, iam escurecendo uma sobre a outra, como se estivessem guiando uma luz difusa e crescente que eu conseguia ver atrás da mata.
Entrei e disse: eles estão chegando, nada de pensamentos ruins hen? eles podem ler sua mente, então pensem apenas coisas boas, são apenas visitantes.
A avó disse que sentia medo, eu disse: medo não é ruim, porém desrespeito é. nada de pensamentos violentos ou maléficos, apenas pensamentos bons ou neutros.
o "disco" pousou no quintal. todos saíram pra ver... do disco desceu uma outra família, 4 meninos (todos muito bonitos, cabelos pretos curtos, sobrancelhas grossas e maxilares bem quadradões), 6 meninas (todas lembravam mto a amy smart, mas com o cabelo castanho claro liso e reto no ombro), um pai e uma mãe, desceu uma mesona de madeira, a mãe colocou as coisas na mesa e eles começaram a jantar, olharam pra gente (todos abobalhados), sorriram e continuaram a jantar...
Passados alguns dias tudo corria bem, a família se comunicava e nós obedeciamos os pedidos... sentíamos o enorme poder dos visitantes embora não tivessem feito nenhuma demonstração explícita, mas era claro que estavamos sob sua guarda...

entrei numa espiral e vi uma roda de pregos enorme flutuando, em cima das cabeças dos pregos, em duplas, as pessoas da família terrestre, incluindo eu, faziam malabarismos, tentavam se equilibrar e não cair no fundo azul infinito, percebi que ía acordar... dois minutos depois ouvi o pedreiro aqui da construção do lado bater no prego... kkk

acordei tranquila, a vida é só um teste, assim como os n-tests que a coréia anda aprontando, a qualquer momento desce uma nave de neguinhos de outros planetas no quintal, e a grande preocupação com a velhice se desfaz como bala de coco na boca ^^

po, nem re-li, desculpem os erros, ando desacostumada com teclados...





ps: entaooo, fiz uma pesquisa de campo com pessoas experientes na área, aka: mães.
primeiramente ouvi q ser mãe é uma coisa natural, é uma coisa necessária pra perpetuar os mamímeros humanos... daí falei q po, seis bilhões e bolinha, se for pensar assim acho q já deu né? fora que é tudo ser humano, vc pode adotar, cuidar e talz... e então veio a resposta realmente do coração, rolaram até lagriminhas viu, que a maternidade é uma coisa única e linda e coisa e tal, não tenho nem o que rebater quanto à isso pq realmente é nessa visão romântica que se apoiam as mães que planejam seus filhotes... daí coloquei essas outras teorias, medo da morte, medo da velhice e coisa e tal, mas daí ouvi que ninguém pensa nisso quando planeja seu bebê... e realmente é um pensamento bem ordináriozinho né? :P prefiro a idéia das mamães fofas e romântiques viu ^^
ainda ouvi q uma velhice sem familiares deve ser triste, independente de mtos amigos e dinheiro, os laços familiares proporcionam coisas q essas outras relações não dão... pessoas q envelhecem sozinhas vivem menos... acho q nao é nem "menos" mas com "menos qualidade"... sempre pensei que seria uma velhinha sem família, deu medinho, mas tenho irmã, primo e amigos em quem acredito, e existe muito chão pra percorrer ainda... vai que aparece uma paixão ou um ovni ^^

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Discussão sobre o tipo de estudante de jornalismo que está entrando no mercado

Minha faculdade é uma merda.

Desculpe, mas é força do hábito. O impulso me fez generalizar. Na verdade, a universidade é boa. A PUC é bem conceituada, tem tradição, professores bem preparados. Eu sei que o Direito da PUC é ótimo, assimo como todos os cursos mais tradicionais. Mas o jornalismo é uma merda. Quanto a isso não há dúvida. E não é exagero e nem generalização. A maioria do pessoal que estudou comigo assinaria embaixo.

Foram 4 anos de ENROLAÇÃO. Várias matérias sem sentido, professores medíocres que gastavam o tempo de aula inteiro para falar inutilidade (momento histórico: professora de filosofia falando sobre câncer na vulva), professores que não apareciam para dar aula... A rigor, eu não sei o que é ME ESFORÇAR desde o final do 3º colegial. Levei a faculdade na flauta. No meu curso mal teve prova, e quando tinha era dissertação/enrolação. Sinto falta de responder questões.

O curriculum do curso era absurdamente falho. Tanto que dois anos após entrarmos, um novo curriculum foi aprovado, com aulas que contemplavam até montagem e atualização de blogs. Isso sim é matéria útil. Aconteve que eu ainda peguei o curso velho.

Daí que as aulas que eu mais gostei na faculdade não eram específicas do jornalismo. Tipo Fonoaudiologia e Direito. Sim, adorei Direito. Me chamem de conservadora, quadradona, mas eu gosto é de aulas dadas do modo tradicional. Essa história de deixar a sala ficar discutindo por horas, dias, meses a fio sempre me irritou. Às vezes é super válido, mas ser esse o único método de aula faz parecer que rola um total desinteresse do professor. Eu gosto de aula em que o professor escreve na lousa e a gente tem que copiar, em silêncio. E apenas Direito era assim.

Eu nunca entendi muito bem como a PUC era conceituada em jornalismo, com aquele monte de professor picareta (salvas poucas exceções) e aulas antiquadas. Aí falavam: UNIbairros da vida tem estrutura, tem disciplina, tem matérias atuais. Acontece que só dá cabeça oca. É um processo de modelagem, e não de aprendizado. Os alunos são treinados para fazer um texto com um formato pré-definido. Mas pensar e questionar não faz parte do que lhes é passado. E é essa a diferença crucial da PUC. A nós SÓ é passada a mania de pensar e questionar. Querendo ou não, a gente lê bem mais do que um aluno de uma Uninove ou UNIP.

Acontece que só tive a prova definitiva de que isso era verdade numa entrevista de emprego que eu fui semana passada.
Um teste com várias perguntas nos foi passado. Além de ter que escrever um release (coisa que UNIPs da vida são condicionados a fazer bem, mas eu nunca aprendi), tinha que responder perguntas simples, mas que requerem uma mínimo de bagagem cultural, coisa que UNIbairros não trabalham em seus alunos.

Na primeira questão, deveríamos responder quem inaugurou o conceito de livro-reportagem que provou que não-ficção poderia ser tão literário quanto ficção. Eu não li o livro ainda, e não me orgulho, mas se tem uma pergunta que QUALQUER jornalista puquiano sabe responder... É essa. A resposta? Se você é estudante de jornalismo ou já formado e não sabe, você DEFINITIVAMENTE precisa ler. Faça uma pesquisa na internet e descubra. Ou grifa aê: "A sangue frio", do Truman Capote.

Em seguida, perguntas sobre livros que você leu, filmes que você viu, peças de teatros que assistiu. E uma lista de pessoas famosas para responder o que elas fizeram. Na lista nomes como Dilma Rousseff, Ana Carolina Jatobá, Aécio Neves, Protógenes de Queiroz (outro nome que qualquer jornalista puquiano que se preze saberia responder), Dorothy Stang... Também uma lista de cidades, para falar em que estado ficava.

Ou seja: um teste ABSURDAMENTE FÁCIL.

Mas na saída eu percebi pessoas conversando e reclamando que o teste era muito difícil. Difícil? É difícil responder onde fica Presidente Prudente? Ou Londrina? Blumenau, Manaus, São Luís? Sério, gente, em que país esses jornalistas recém-formados vivem? E o que mais me espantou: NINGUÉM dos que reclamavam havia respondido à primeira pergunta, aquela do autor do gênero de livro-reportagem tal como o conhecemos.

A essa altura nem se trata do emprego em si. Nem é o trabalho dos meus sonhos, definitivamente. Mas, sério, gente, que vergonha alheia desses jornalistas que estão entrando no mercado. VÃO LER, peloamordedeus.

Não que eu seja um exemplo, longe disso, há falhas dantescas no meu eu intelectual, mas eu sei raciocinar, pelo menos. E tenho orgulho em dizer que os puquianos, do jornalismo eu garanto, também sabem, por mais doidões que sejam.

Ou seja: por pior que tenha sido o curso, me formei no lugar certo. Poderia ter sido bem pior.

Eu poderia não saber quem é Gay Talese, poderia nunca ter lido "Rota 66" e muito menos ter devorado o excepcional "Notícias do Planalto". Certamente eu nunca teria lido John Reed e nem os livros-reportagem do Gabriel Garcia Marquez. Não teria lido várias biografias do Ruy Castro. E poderia, vejam só, nem saber o que é o new journalism e nem o que diabos Truman Capote fez!

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Cinema, séries... "A Sete Palmos"!

Para começo de conversa:
nossa, estou com vergonha do tempo sem atualizar esse blog. Divulgo o endereço dele no orkut, no twitter, até no meu e-mail, para alguém entrar aqui e se deparar com atualizações de 1 mês atrás? Ai, que feio, Ana.

Enfim. Ando assistindo muitas séries. Não chego a ser uma viciada, daquelas que assiste várias simultaneamente, ainda sou muito inexperiente no "ramo". Mas sempre que assisto algum episódio lembro das minhas aulas de Cinema (não lembro o nome exato da matéria) com o Cypriano, um cara bem bacana que dá, além das aulas relacionadas à história do cinema, uma optativa de Artes Plásticas lá na PUC.

As aulas eram basicamente seminários. Eu fiz sobre Gláuber Rocha e Stanley Kubrick, e devo dizer que os aprendizados adquiridos nessas aulas são alguns dos mais sólidos em 4 anos de faculdade. Mas já começo a divagar.
Voltando: o Fábio Cypriano (procurem no Google, ele é bem conhecidinho) é daqueles que criticam impiedosamente o cinema nacional e aquele tipo de cinema feito com linguagem publicitária. É só lembrar que Fernando Meirelles, dentre outros cineastas de nome, são publicitários. O Cypriano defende que o cinema hollywoodiano (e o brasileiro, também) estão impregnados de linguagem publicitária. E sabe para onde foram os diretores de cinema que não cedem à pressão mercadológica?

SÉRIES!

Olha, eu adoro cinema nacional, até gosto da linguagem publicitária (numa dessas aulas o Cypriano mostrou aquela cena de "Babel" em que a japonesa surda-muda vai a uma discoteca. A luz do lugar pisca com flashs, assim como o som, mostrando simultaneamente a visão da surda-muda e das pessoas "normais". Em seguida, o Cypriano mostrou uma cena de uma comercial qualquer. Surpreenderia se eu dissesse que a cena do filme é praticamente idêntica a metade das peças publicitárias de celulares?). Ok, jornalistas, me odeiem. Não ligo.

Enquanto isso, as séries são um refúgio para diretores "não-corrompidos". Eles se expressam como querem, não tem merchandising (pelo menos escancarado)... Há tantos canais pagos... O público é mais amplo, mais cabeça aberta.
Daí eu fui assistir "Six Feet Under", que passou na HBO (dizem que é lá que são produzidas as melhores séries) entre 2001 e 2005.

É difícil pensar em qualquer ponto negativo da série, "A Sete Palmos", em português. Eu a conhecia mas tinha certa ojeriza por tratar de assuntos mórbidos. Mas como eu estava enganada! Então, lá pela 3ª temporada, descobri que o Alan Ball, o escritor, é o roteirista do filme "Beleza Americana", que é um dos meus prediletos.
Por mais que no filme questões complexas - como homossexualidade, machismo, infidelidade, drogas - sejam tratadas, a profundidade não chega perto do que é feito na série. Lógico, o filme tem 2h. A série tem 5 temporadas de 12 episódios, cada um com 50 minutos.

"A Sete Palmos" é sobre o cotidiano de uma casa funerária e a família que é dona dela. Nem vou tentar resumir, porque corre-se riscos...
Antes eu achava que eu tinha cabeça aberta. A série provou o quanto sou cabeça aberta. Metade das pessoas que eu conheço não conseguiria assistir aquilo. Ficariam vidrados - negativamente, é claro - na putaria explícita, mas, gente, tem tanto sentimento em tudo... São causas JUSTAS, por assim dizer. Por mais tabu que sejam. Cada personagem te envolve...
O que dizer do casal gay? Absurdamente apaixonante. Cenas tórridas de romance homossexual, gente fumando maconha episódio sim e outro episódio também, conflitos, solidão, infidelidade... E tudo relacionado à casa funerária.
Pode parecer que é apenas uma série "porra-louca", mas é tudo tão profundo, tão PARTE dos personagens! Não dá para fazer julgamentos precipitados. E eu sei que você, que não assistiu a série, está fazendo. Então baixe a série clicando aqui e tire suas próprias conclusões.

E ontem finalmente vi o último episódio. Na verdade, assisti aos 5 últimos episódios de uma vez. Faltando 3 para terminar, eu já chorava incontrolavelmente. No último... Bom, o Alan Ball SABE tocar fundo. Assim como eu sai do cinema, após "Beleza Americana", soluçando (como 80% do público presente), com o fim de "Six Feet Under" continuei chorando por mais de meia hora. Meu deus. MELHOR FINAL DO MUNDO. Arrepio de lembrar.

Falando de outras séries... Já assisti "Dexter", sobre o serial killer justiceiro, com o mesmo Michael C Hall que faz "A Sete Palmos". Achava que não fosse gostar... pfff. Excelente. Acho que assisti a 2ª temporada em apenas um dia, tão viciante que era.
Também vi "Prison Break", outro que eu tinha um certo preconceito, por ser tão... masculino. Pra que? Vício de não conseguir assistir sem apertar alguma coisa bem forte, tamanha adrenalina. Tenho assistido Lost, que não me pega taaaanto, mas é bacana. Vi Heroes e felizmente desisti. Assisto esporadicamente "Friends" e "Sex and City" na TV, mas aí é sitcom, é diferente.
E tô indo ali puxar "True Blood", a nova série do Alan Ball. Porque me conquistou o cara.

Ops, ficou enorme. Malz aê.
 
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